Entenda como funcionam os dois principais regimes previdenciários do Brasil e descubra em qual deles você se encaixa.
No Brasil, existem diferentes regimes de previdência que determinam como o trabalhador contribui e quais benefícios terá direito. Os dois mais conhecidos são o RGPS (Regime Geral de Previdência Social) e o RPPS (Regime Próprio de Previdência Social). Apesar de ambos terem como objetivo garantir aposentadoria e outros benefícios, eles possuem regras distintas.
O RGPS é administrado pelo INSS e abrange a maioria dos trabalhadores brasileiros, incluindo empregados da iniciativa privada, autônomos, MEIs e alguns servidores sem regime próprio. A contribuição varia conforme a renda e a categoria profissional, e os benefícios seguem regras nacionais unificadas.
Já o RPPS é exclusivo para servidores públicos efetivos da União, estados, municípios e Distrito Federal. Cada ente federativo pode administrar seu próprio regime, desde que respeite as diretrizes constitucionais. As regras de aposentadoria, valores de contribuição e cálculos de benefícios podem variar de acordo com o estatuto de cada órgão ou entidade.
Uma diferença marcante é que, no RPPS, o valor da aposentadoria muitas vezes é calculado com base na remuneração do servidor, enquanto no RGPS o cálculo leva em conta a média das contribuições, respeitando o teto previdenciário do INSS.
Saber em qual regime você está inserido é fundamental para planejar sua aposentadoria e evitar surpresas. Em caso de dúvida ou de mudanças de vínculo profissional, é recomendável buscar orientação de um advogado previdenciário para avaliar direitos, regras de transição e possibilidades de complementação de contribuição.